03 Set

Experiência D.O.M

Por Lia Quinderé em 03/09/2012 às 10h26m

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O que posso dizer da experiência de estar no 4º melhor restaurante do mundo? Todos os outros que já fui que me perdoem, incluindo o super Alain Ducasse, mas o D.O.M está na minha lista como o número 1 disparado até hoje.

Há tempos queria provar o menu do grande Alex Atala. Ressalto, grande, não por estar entre os 5 melhores do mundo, mas pela grandeza de espírito, humildade e simplicidade.

Fomos ao D.O.M, eu e parte da minha família. Iniciamos com um couvert que já mostrou como seria o restante do jantar: maravilhoso. Um mousse de alho, coalhada temperada, pães da casa e manteiga Aviação.

De entrada, pedi ostras empanadas, esferas de tapioca e ovas de salmão. Surpreendente. Aliás tudo no D.O.M é surpreendente. Os pratos são exóticos e utilizam sempre ingredientes brasileiros em suas composições. O lema do Alex é privilegiar o que temos aqui.  Três de nós pedimos esse prato e todos amaram!

A outra entrada pedida na mesa foi o Brandade de Bacalhau com tutano de boi. Muito suave, o prato também fez jus ao menu.

Harmonizamos com o Bramare, Malbec, da Viña Cobos, Mendoza. Muito bom vinho. Aliás a carta de vinhos é bem extensa, com vinhos distintos.

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O prato que escolhi foi o Camarões glaceados com Fettuccine de Pupunha. Deixem-me explicar: O Fettuccine, são lascas de palmito pupunha que imitam a massa de trigo. Não é macarrão! É palmito. Ou seja, além de super saboroso, é muito saudável! Do prato, posso dizer que é maravilhoso. Os palmitos vêm de uma fazenda em Jaú, São Paulo, que tem uma produção sustentável. Os camarões são enormes, muito macios, cozidos no ponto certo.

Os outros pratos pedidos na mesa foram: Raia na manteiga de garrafa e tomilho limão, com mandioquinha defumada, brócolis e espuma de amendoim. A mistura do peixe, com a mandioquinha e o brócolis estava uma perfeição, coroada pela espuma, que dava o toque surpresa do prato;

O confit de pato ao vinho madeira e pimenta verde com purê de cará. O Cará é um tubérculo que lembra o inhame, mas não é a mesma coisa. É uma hortaliça. E o pato estava maravilhoso também. Aliás, tudo o que pedimos estava DIVINO.

De sobremesa, minha parte preferida, pedi o ravióli de banana com maracujá e sorbet de tangerina. Gente, me senti um nada nas minhas sobremesas hahaha. Tudo bem se sentir inferior ao melhor Chef do Brasil né?! Rsrsrs

 

A outra sobremesa pedida foi a Espuma de manga, com lascas de gengibre e tapioca. Estava deliciosa, leve…

Pedimos chá que vieram acompanhados de mini pâtisseries. Tudo maravilhoso.

No final, Alex veio nos cumprimentar com sua simpatia e simplicidade. Conversamos sobre o Ceará, Jericoacoara e o barco que tem na entrada do Restaurante, que ele trouxe da Amazônia. Muito simpático, humilde, merece estar onde estar.

A Experiência foi especial. Encontrei um super amigo, o Kato, que estava fazendo umas fotos para um evento que estava acontecendo no andar de cima do restaurante e espero poder repetir a experiência logo mais.

Quem quiser ir no D.O.M, a dica é fazer a reserva com antecedência. Em relação ao preço, gira em torno de R$ 400,00, o Menu degustação, sem bebida inclusa. E à la carte em média, em torno de R$ 150,00 cada prato.

Mais informações:
Rua Barão de Capanema 549 Jardins – São Paulo/SP – Telefone: (11) 3088-0761
Site: http://www.domrestaurante.com.br


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31 Ago

Era uma vez um Chalezinho…

Por Lia Quinderé em 31/08/2012 às 15h08m

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Era uma vez um Chalezinho…
Esses dias em São Paulo e por indicação da Lara Ximenes, minha amiga linda, fui no Chalezinho, pra provar o melhor fondue da cidade.

O Lugar é um sonho, parece um chalé nas montanhas, mesmo. A decoração é um encanto, todo à meia luz e luz de velas, o que o deixa super aconchegante!

O serviço também é muito atencioso. Ficamos na varanda, que apesar do frio é bem aquecido por aquecedores e lareiras de lenha, espalhadas entre as mesas.

Pedimos pra começar umas bruschetas. Estavam maravilhosas. Tomates frescos, um pão bem crocante, parmesão e manjericão.

O 1º fondue que pedimos foi o de carne tradicional no óleo.

A carne vem sem tempero e a gente frita no óleo e depois escolhe o molho. Vem acompanhado de muitos molhos, gengibre, na minha opinião, foi o mais gostoso.

Mas todos estavam bons. Dentre eles, mostarda, cogumelos, ervas e rosé.

Depois pedimos o fondue de queijo, que dentre várias opções, escolhemos o Chalezinho, uma mistura dos queijos ementhal, gruyere e estepe. Estava de comer rezando!!!!

Dois fondues para 03 pessoas foi mais do que suficiente, e ainda sobrou…

Dizem que o melhor fica sempre pro final, the Best for last, rsrs e é verdade quando falamos do chalezinho. O fondue de chocolate é a grande estrela do restaurante. O chocolate utilizado no fondue é o suíço Lindt.

E eles tem um cardápio de vários fondues de chocolate diferentes. 70% Cacau, branco, chilli, ao leite e o Double Milk.

Escolhemos o Double Milk, ao leite super cremoso. Gente preciso dizer que foi como viver o céu por alguns segundos.

Ele acompanha frutas e alguns biscoitos. Provei com tudo, mas com o biscoito wafer me conquistou de verdade.

Foi super agradável o jantar! Recomendo!!!

Se quiserem mais informações, segue abaixo:

Categoria: Restaurantes

Especialidade: Variados

Endereço: Rua Itapemirum, 11

Bairro: Morumbi

Tel.: (011) 3501-9322

Preço: $$$ (de R$ 91,00 a R$ 150,00)

Mais informações: www.chalezinho.com.br


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24 Ago

Menu du Jour – Vancherin

Por Lia Quinderé em 24/08/2012 às 11h21m

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A confeitaria mistura técnica com criatividade, e a receita de hoje promete encantar não só o paladar, mas também aos olhos. O merengue foi inventado por um chef confeiteiro suíço, de origem italiana, no início do século XVIII e desde então faz parte da confeitaria do mundo inteiro. Existem os merengues suíços, italianos e os franceses. O francês é leve e delicado e deve ser levado ao forno para atingir a consistência correta, já o italiano é bem mais firme e serve para decorar e rechear tortas e doces. O suíço não é tão instável quanto o italiano e deve ser utilizado logo após o seu feitio. Os vacherins são ninhos de merengue que abrigam em seu interior algum tipo de recheio. Lembra muito os suspiros, mas não devem ser confundidos, porque a textura desse doce francês é bem mais leve. Bonne Chance (Boa Sorte) para os que vão se aventurar no feitio desses doces maravilhosos!

 

VACHERIN DE GANACHE COM NOZES  

Produtos que você vai usar:

Merengue:   01 kg de Açúcar de confeiteiro

05 Claras

01 colher de chá de baunilha

Ganache:   300 gramas de chocolate meio amargo

150 ml de creme de leite fresco

Para Decorar:   Nozes Anilina em pó dourada

 

Prepare assim:

Ganache: Pique o chocolate. Esquente o creme de leite até levantar a primeira fervura. Depois depeje em cima do chocolate e vá mexendo com uma espátula até derreter por completo o chocolate.

Merengue: Bata as claras com a baunilha e vá acrescentando o açúcar de confeiteiro aos poucos. Deixe bater até obter um merengue de consistência bem firme. Prepare um saco de confeitar com bico estrela largo. Em uma assadeira untada, faça pequenos ninhos com o merengue, em movimentos circulares. Polvilhe açúcar de confeiteiro e leve ao forno pré-aquecido. Deixe dourar em forno médio. Retire do forno e deixe esfriar. Coloque a ganache dentro dos vacherins e decore com nozes pintadas de dourado.

 

DICA DA CHEF

  1. Os vacherins ficam deliciosos com frutas vermelhas e creme de confeiteiro.
  2. Utilize na forma os tapetes anti aderentes de silicone. Eles facilitam nossa vida!

 

Voilà! Bon Appétit!!!


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23 Ago

Flavia Quaresma

Por Lia Quinderé em 23/08/2012 às 11h38m

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Flavia Quaresma é considerada a personalidade feminina mais influente e importante da gastronomia do Brasil. Muito talentosa e simpática, encantou à todos no evento dos Chefs que aconteceu no L’ô.

Aconteceu no ultimo dia 21, e eu fui lá conferir pra mostrar pra vocês!!!

(Na foto o amigo e chef Eduardo Sisi, Flavia Quaresma e eu)
O Menu começou com uma Amuse Bouche, super inusitada. Melancia, com queijo de cabra, hortelã e redução de balsâmico. Delicioso, surpreendente. Uma mistura de sabores, texturas, incrível. Foi harmonizado com um espumante.

A entrada foi uma sopa de pumpunha, com dendê, leite de côco e camarões. Maravilhoso. Os camarões estavam bem macios, a sopa com uma textura aveludada, e um toque apimentado.

Harmonizado com um vinho branco, Misiones de Rengo Sauvignon Blanc, que tinha um buquê frutado de maracujá, super perfumado!

O primeiro prato principal foi  um risoto de abóbora com cogumelos e chorizo. Estava muito bom. O crocante do chorizo dava um toque bem especial, a abóbora era discreta, mas imponente. Também era levemente apimentado.

O segundo prato principal era um peito de pato com couscous sertanejo e purê de banana da terra, e molho de café. Como eu amo pato e banana, amei!

E para finalizar, o melhor de todos, a sobremesa! A Flavia confitou cajus, serviu com um pudim de queijo curado, com farofa de castanha de caju e rapadura. Adoro misturar técnicas francesas com ingredientes regionais, e achei fantástico o que a Flavia fez com os cajus.

O menu ficava como uma cúpula de abajur, envolto em um copo com uma vela. Achei muito criativo!

As companhias do jantar foram maravilhosas. Trocamos uma idéia com a Chef, que é muito simpática e receptiva.

Eu e a Lilian, minha amiga linda e querida.

George, Rafa Vieira e eu. A Rafa tem um blog lindo, para mamães, onde ela fala tudo sobre crianças.
Adorei participar do jantar! O L’ô sempre organiza esses eventos com Chefs de fora! Fiquem ligados nos próximos!!!
Bjos e até a próxima!!!

 


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