01 Out

Epice – A casa do Chef Alberto Landgraf

Por Lia Quinderé em 01/10/2012 às 13h15m

» Comentários (2)

Já fazia mais de um ano que eu tinha a pretensão de conhecer o Epice, do Chef Landgraf, em São Paulo. Conheci o restaurante pela Veja São Paulo, que no ultimo ano, elegeu o Alberto como Chef revelação, daí minha grande curiosidade em conhecer.

O Chef, depois de 5 anos entre Paris e Londres, voltou ao Brasil e em 2011 abriu o Epice. Já ganhou vários prêmios, entre eles o de melhor Chef de São Paulo no ano de 2012, pela Go Where. Além de vários outros da Revista Veja e Época. É considerado, também, pelo Alex Atala um dos 5 melhores chefs do Brasil.

E a experiência no Epice, com um currículo de peso como o do Landgraf, não poderia ser definida de outra forma, a não ser espetacular.

Na ultima sexta-feira, estive no Epice para um almoço, com a Karina Santos, representante da Sucré em São Paulo. Poderia dizer que o Chef tem uma cozinha autoral, criativa, inventiva e inovadora. Além de ter traços da Nouvelle Cuisine, sempre muito atento à apresentação e decoração dos pratos.

A ótima notícia pra quem mora em Fortaleza, é que o Chef estará aqui para a IV edição do Banquete dos Chefs, que acontecerá no dia 19 de outubro (depois dou mais detalhes pra vocês)!

O Chef veio nos cumprimentar e informou que havia preparado um Menu degustação, pra mostrar um pouco do que ele ia fazer no evento em Fortaleza. Um Menu maravilhoso, difícil de descrever a experiência, mas que vou tentar mostrar agora pra vocês.

Enquanto esperávamos, foram servidos pequenos pães da casa. Acompanhados de azeite extra virgem e sal. Destaque para o pão de azeitonas pretas. Todos bem frescos, macios e crocantes.

A primeira entrada foram Vieiras marinadas, cobertas por gelatina de maçã verde, azeite extra virgem e brotos de manjericão. As vieiras estavam quase cruas, muito macias, desmanchavam na boca. A gelatina de maçã verde complementava o prato com um sabor levemente adocicado e com uma suave acidez surpreendente. Ao mesmo tempo que leve, o prato se apresentava muito marcante.

A segunda entrada era composta por pétalas de cebola roxa, pignoli, com um butter Milk com redução de cerefólio (uma planta conhecida como folha da alegria).

O prato vinha sem o butter Milk, que era colocado pelo mâitre no momento em que chegava à mesa (ressaltando a competência e atenção dele, mostrou-se muito apaixonado pelo que faz).

A leve crocância das cebolas, contrastadas com o pignoli, e o molho de manteiga tornaram o prato surpreendente. A vontade que deu foi de virar o prato na boca para tomar o caldinho que restou ali. Mas minha boa educação não me permitiu isso. Rsrsrs

A terceira entrada foi, nada mais nada menos que, a melhor de todas, em minha opinião. Um creme de feijão preto, com um ovinho de codorna pochê, farelo de avelã com brioches tostados e molho vierge, feito à base de limão siciliano. Gente, o que era aquele ovinho pochê, que se desmanchava à primeira garfada?! Sensacional! Criativo, embora óbvio para nós brasileiros.

O prato principal parecia uma obra de arte pintada em uma tela branca. Paleta de leitão, lasanha gratinada de leitão, abóbora laqueada e uma espuma de leite de amêndoas. A carne, extremamente delicada, desmanchava-se no garfo, sem ser necessário usar a faca. A abóbora conferia à carne um sabor adocicado maravilhoso. E a espuma, remetendo à fusion cuisine, complementava o prato de uma forma que não consigo nem descrever.

A sobremesa foi servida e eu já estava triste, porque a experiência estava chegando ao fim. Eram placas de merengue, Crème Frâiche, morangos frescos, sorbet de morango e uma farofa de polvilho com limão. A acidez do morango, misturada ao doce do merengue e ao toque de limão, formavam uma combinação perfeita! Hummm.

Eu achava que tinha terminado, mas o Chef ainda nos surpreendeu com uma sobremesa de chocolate. Sorbet de chocolate, em uma cama de cacau, gelatina de Jack Daniels com um bolinho de banana incrível. O sorvete tinha uma textura maravilhosa, cremosa. A cama de cacau amarga contrastava com o doce, equilibrando bem a sobremesa. O Jack Daniels, pra mostrar a presença forte do álcool era discreto, ao mesmo tempo, forte. E o bolinho de banana, com um caramelo que se derretia por dentro,  era simplesmente DIVINO.

Assim terminou minha odisséia no mundo do Epice e do Chef muito simples, humilde e  simpático, Alberto Landgraf.

E pra quem ficou com água na boca, dou duas dicas: Se você mora em São Paulo, corra no Epice o mais rápido possível. Lembrando que é importante reservar! E se você está em Fortaleza, aguarde até o dia 19 de outubro, para conferir no Banquete dos Chefs!

Mais informações:

Rua Haddock Lobo 1002 Jardins

Tel: (11) 30620866

www.epicerestaurante.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comentários

  1. Ghislain diz:

    Maravilhoso Lia! Eu que sou apaixonado por vieiras, a primeira entrada parece divina!!

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