30 Abr

Expedição Fartura Gastronomia

Por Lia Quinderé em 30/04/2015 às 11h52m

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O fartura, o grande festival de gastronomia que vai acontecer em Fortaleza nos dias 19, 20 e 21 de junho, organiza expedições por varios estados do Brasil, conhecendo regiões, produtos, produtores, chefs, mercados e restaurantes. O resultado da pesquisa vai parar nos Festivais de Gastronomia que o projeto realiza.

No final de março a Expedição aconteceu em Belém, no Pará. E eu tive a honra de ser convidada à participar dessa edição.


Começamos em um domingo de manhã na Feira Ver o Peso.

A chef de cozinha Ilca Carmo, dona do restaurante Santa Chicória, nos acompanhou nessa visita e nos apresentou a riqueza daquela região. Um festival de cores, aromas e sabores. Conheci o Bacuri, uma fruta da familia do Cupuaçu, outro que tive a chance de provar in natura. Comemos castanha do pará crua, compramos um dos mil tipos de farinha d´água que eles possuem, ficamos com a boca dormente de comer jambu e conhecemos a história do tucupi. Incrível a diversidade da cultura gastronomica do Pará.

 

Depois do mercado, almoçamos no Remanso do Peixe, um dos restaurantes do Chef Thiago Castanho, o mais famoso da região. A minha escolha lá foi a caldeirada de camarão, com jambu. Maravilhoso!

Fomos às Docas, tomamos a cerveja de açai da Amazon Beer, comemos pastelzinho de pato no tucupi, depois jantamos no Lá em Casa. O menu degustação foi de pratos tipicos de Belém, do tacacá à maniçoba, a gente comeu.

A sobremesa foi sorvete na Cairú, a sorveteria mais famosa do Pará. E que não é para menos, foi dificil a minha escolha, mas tomei o sorvete de tapioca com açai. Textura Maravilhosa!

No segundo dia de expedição, fizemos o caminho do Açaí. As cinco da manhã, fomos à Feira de Nossa Senhora da Conceição, onde os Penconheiros (quem planta e colhe o açaí) vendem as rasas da fruta.

De lá, pegamos um barco até a Ilha do Combú, para ver como é o processo de colheita. Eles fazem com as folhas da palmeira, um instrumento chamado de peconha (daí o nome de peconheiro). Com o auxilio da peconha, nos pés, eles sobem os açaizeiros, uma especie de palmeira bem alta, colhem os galhos e descem. Após subir e descer em torno de dez vezes, eles selecionam as melhores frutas e vão enchendo as rasas. Cada rasa, eles vendem em média por 200 reais. De volta ao Continente, fomos até a fabrica do Ponto do Açaí, onde o Nazereno, proprietario da marca, nos mostrou o processo de feitio da polpa. O passeio terminou em um dos restaurantes do Ponto do Açaí, onde comemos Peixe com Açaí, muito tradicional em Belém.

No terceiro dia de expedição, o mais esperado por mim, fomos conhecer o chocolate do Combu. As filhas do Combu, cultivam o cacau amazônico, colhem o fruto, secam, fermentam e torram as sementes, e depois moem e transformam em chocolate 100% cacau.

Desse produto fazem barras, cacau em pó e brigadeiro de colher.

Depois de conhecer todo o processo do chocolate, fomos almoçar no Remanso do Bosque, o restaurante do Thiago Castanho. Comemos muito bem, tanto pratos principais, quanto sobremesas.

Depois foi hora de voltar pra casa. Trazendo na bagagem a cultura amazônica paraense. Foi uma experiência incrivel que vocês vão poder também conhecer um pouquinho dela no Fartura Fortaleza, que é uma promoção do Sistema Jangadeiro.

Dias 19, 20 e 21 de junho, no alto da torre de estacionamento do shopping Iguatemi expansão. Um beijo, fiquem com Deus e até a proxima.


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